Ópticas de Portugal

Algumas doenças mais comuns

Cataratas

A catarata é uma lesão ocular que atinge e torna opaco o cristalino (lente situada atrás da íris cuja transparência permite que os raios de luz o atravessem e alcancem a retina para formar a imagem), o que compromete a visão.
Como os raios luminosos não conseguem atingir plenamente a retina onde se situam os receptores fotossensíveis, o portador de catarata tem dificuldade para ver com nitidez.
A principal causa da doença é o envelhecimento. Embora o problema apareça geralmente em indivíduos com mais de 50 anos, há casos de crianças que já nascem com a doença (geralmente filhos de mães que tiveram rubéola ou toxoplasmose no primeiro trimestre de gestação).
Outras causas de cataratas são os diabetes, uso sistemático e sem indicação médica de colírios, especialmente dos que contêm corticóides, inflamações intra-oculares e traumas como pancadas fortes na região dos olhos.
O único tratamento para as cataratas é a cirúrgia. Tanto a cirurgia quanto o pós-operatório é, normalmente, simples e rápido.
É importante consultar periodicamente um oftalmologista.

Glaucoma

Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pelo aumento da tensão intraocular que provoca lesões no nervo óptico e, como consequência, comprometimento visual.
A parte frontal do olho é preenchida por um líquido claro chamado de humor aquoso. Esse líquido é produzido constantemente na parte posterior do olho saindo do mesmo através de canais na parte frontal do numa zona chamada cavidade anterior, ou simplesmente ângulo. Qualquer bloqueio à saída desse líquido provoca o aumento da tensão ocular.
Se o glaucoma não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira.

Queratocone/Ceratocone

O Queratocone é uma doença da córnea que cursa com alteração da sua configuração  e um estreitamento progressivo. Em estádios mais evoluídos a córnea pode adquirir a forma de cone.
Aparece nos jovens e pode evoluir até aos 35 anos.
As alterações estruturais da córnea produzem um astigmatismo que não é homogéneo, o que faz com que o doente se aperceba de diminuição da gradual da visão.

Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva (o branco dos olhos). Os primeiros sinais e sintomas são a vermelhidão na parte branca dos olhos, o prurido ou “comichão”, o lacrimejo, a sensibilidade à luz, entre outros que podem variar de acordo com o tipo de conjuntivite presente.
A conjuntiva é a membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. A conjuntiva tem como principal função proteger o olho das agressões externas do meio ambiente, provocando para o efeito uma reação defensiva inflamatória.
Habitualmente, a conjuntivite dura de uma semana a 15 dias, podendo o tempo de duração variar de acordo com o tipo de conjuntivite presente e não costuma deixar sequelas. Pode ser aguda ou crónica e afetar apenas um olho (esquerdo ou direito) ou os dois, geralmente, afeta os dois (bilateral).

Conjuntivite – causas

As causas da conjuntivite podem ser de diversa ordem, sendo a mais comum a infeção provocada por diversos tipos de agentes patogénicos. Estes agentes são sobretudo bactérias, mas também podem ser vírus e fungos, sendo os dois primeiros os agentes mais frequentes na causa da conjuntivite.
A conjuntivite também pode ser causada por agentes químicos e físicos de ordem diversa, como por exemplo, corpos estranhos, calor intenso, gases irritantes, raios ultravioleta, produtos cáusticos, fumos, entre outros.
Alguns problemas de visão, como erros refrativos (miopia, astigmatismo, hipermetropia) caso não possuam uma correção adequada, também podem causar conjuntivite, uma vez que, podem desencadear um esforço excessivo do aparelho ocular e consequentemente provocar inflamação da conjuntiva.

Conjuntivite – sintomas

Os sintomas de conjuntivite variam de acordo com o tipo de conjuntivite. Contudo, indiferentemente do tipo de agente causador os doentes apresentam, habitualmente, o mesmo tipo de sinais e sintomas.
Na conjuntivite, os sintomas iniciais mais frequentes são o prurido, lacrimejo ou olhos lacrimejantes (lágrimas abundantes) e a fotofobia (sensibilidade à luz).
O sinal mais evidente é a vermelhidão na parte branca do olho (olhos vermelhos). Esta vermelhidão é causada pela dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva e, por vezes, acompanhada por edema a rodear a córnea (quemose).
Usualmente, as pálpebras também ficam vermelhas e tumefactas (pálpebras inchadas), tanto na sua face interna como nas extremidades. Outro dos sintomas da conjuntivite frequente é a fotofobia (sensibilidade à luz) nos casos em que a inflamação é mais intensa, olhos irritados, prurido e por vezes dor ocular. A conjuntivite não está associada a febre.
Também é muito comum a produção de secreções, cujas características variam consoante a causa da conjuntivite. Veja mais informação em cada um dos tipos de conjuntivite.

Conjuntivite é contagiosa?

Sim, a conjuntivite é contagiosa. Entende-se por contágio ou transmissão da conjuntivite a forma como a doença passa de um olho para o outro, de pessoa para pessoa ou através de objetos contaminados. Ou seja, o contágio da conjuntivite pode ser provocado por contacto direto ou através de outro tipo de objeto contaminado, como toalhas ou lenços, por exemplo.
Em muitos casos, é o próprio doente que contagia o outro olho, transportando a infeção de um olho para o outro. Por isso, é bastante comum vermos afetados ambos os olhos com conjuntivite (dois olhos afetados).

Como evitar a conjuntivite?

Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a prevenir ou atenuar a evolução da conjuntivite, quando ela existe. Qualquer que seja o caso é fundamental lavar os olhos e colocar compressas com água fria filtrada e fervida ou com soro fisiológico.
Os olhos em contacto com a água das piscinas podem contrair uma conjuntivite, devido à presença de dois agentes: por um lado, pode ser fomentada por substâncias irritantes, como o cloro, por outro lado, o agente pode ser infecioso. No entanto, nem todas as pessoas reagem da mesma forma a estes agentes agressivos, ou seja, existem pessoas que fazem conjuntivites, praticamente cada vez que os seus olhos contactam com a água da piscina, sendo nestes casos recomendável a utilização de óculos protetores, outras porém, não apresentam qualquer problema, ainda que usem as piscinas com bastante regularidade.
Durante a conjuntivite bacteriana, as pessoas não devem usar as piscinas de modo a evitar a contaminação da água.
Como complemento ao tratamento das conjuntivites ou à sua prevenção, são inúmeras as recomendações que devem ser seguidas, designadamente:

  • Manter os olhos secos e limpos;
  • Evitar aglomerações ou frequentar piscinas públicas;
  • Lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para o contágio de micro-organismos patogénicos;
  • Evitar abraços, beijos e cumprimentos com as mãos com pessoas infetadas;
  • Não esfregar ou “coçar os olhos”;
  • Lavar diariamente toalhas, lençóis e fronhas, lavando-as separadamente;
  • Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto persistir a crise;
  • Não partilhar o uso de lápis, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de maquilhagem ou beleza;
  • Não se auto-medique.
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